Então é Natal… Inspire-se no exemplo de liderança do Papai Noel o ano inteiro!

Embora possua nomes diferentes nas diversas regiões do mundo, não tem como negar que o Papai Noel é um personagem universal e querido por todos.

Esse simpático velhinho é com certeza o símbolo comercial máximo do Natal (dissemos comercial, o verdadeiro dono do Natal sabemos bem quem é!) e reza a lenda que mesmo morando lá no distante Polo Norte, ele cumpre todos pedidos que lhe são incumbidos em tempo recorde.

Imaginário ou não (já que ele é baseado em Nicolau de Mira, um Bispo que teria vivido no séc. III), a verdade é que o bom velhinho tem muito a ensinar a todos aqueles que querem ser líderes e neste caso especial aos gestores de TI.

Afinal, Papai Noel coordena uma imensa fábrica localizada lá nos confins do mundo, coordena centenas ou até mesmo milhares de elfos que o ajudam a produzir os milhões de brinquedos para as crianças do mundo e ainda cuida de várias renas que o ajudam a transportar as “encomendas” pelo mundo afora!

E olha, a julgar pelos tantos filmes já produzidos sobre o bom velhinho, ele sempre sabe motivar dia a dia os seus colaboradores que trabalham arduamente para cumprir as metas que lhes são designadas.

Sem sombra de dúvidas, estar à frente de uma grande organização que é responsável nada mais, nada menos, que pela maior data comemorativa do mundo é um grande desafio, o que nos leva a imaginar qual seria a resposta de Papai Noel para a seguinte pergunta:

Quais são os segredos para ser um bom gestor, um bom líder?

Acredite se quiser, mas essa foi a interrogação que “lhe formularam” os escritores Eric Harvey , David Cottrell, Lucia e Mike Hourigan e a resposta se encontra no livro: “Os segredos da liderança de Papai Noel” (The Leadership Secrets of Santa Claus) que é uma das leituras indispensáveis aos profissionais de TI.

É claro que o mundo atual insta aos trabalhadores a serem mais conscientes de seu próprio desenvolvimento e das contribuições que podem fazer como indivíduos, tanto no âmbito social, como no empresarial.

Já se sabe que todos os seres humanos, segundo a teoria das competências, tem a possibilidade de desenvolver a habilidade de liderança.

Gurus no tema organizacional, entre eles Stephen Covey , vem apontando que as companhias hoje em dia requerem líderes e não simplesmente gerentes ou chefes.

E o que isso significa? Que todas as pessoas, independentemente de sua posição hierárquica dentro da organização – ainda que as hierarquias sigam existindo – tem a possibilidade de liderar atividades e fazer a diferença.

Papai Noel é um gerente mas, mais que isso é um líder.

Motivar seus colaboradores, ler as cartinhas de suas amadas crianças, manter os níveis de qualidade de seus produtos lá em cima, são coisas que tocam fundo em sua alma.

Além de tirar um tempinho para antenar-se com as novas tecnologias e ainda, segundo a introdução do livro “Os segredos da liderança do Papai Noel”: “solucionar os problemas que os elfos possam ter e livrar-se dos excrementos das renas (ou delegar essa tarefa para alguém)”.

E o que explica tanta eficiência em apenas uma só pessoa? Mágica? Provavelmente o bom velhinho responderia que: “Algumas pessoas pensam que eu uso magia. Mas realmente, não há nada de magia nisso”.

Então qual o segredo do Papai Noel? Simples, ele tem oito estratégias práticas que utiliza no dia a dia, com as pessoas que trabalha, com seus “clientes” e em seus projetos.

Suas práticas, levantadas no livro mencionado acima, podem ser resumidas nessa “listinha” de 8 itens, assim:

1. Construa um magnífico espaço de trabalho

  • Faça de sua missão a sua tarefa principal.
  • Concentre-se em sua equipe, bem como, em seus propósitos.
  • Deixe-se guiar pelos seis valores que norteiam a gestão Papai Noel (Respeito, Integridade, Qualidade, atendimento ao cliente, Responsabilidade, Trabalho de equipe).

2. Escolha sabiamente os seus elfos

  • Seja exigente na seleção para que a gestão de pessoas seja mais fácil.
  • Promova as pessoas corretas e por boas razões.
  • Ninguém vai pra frente centralizando, delegue.

3.Faça uma lista e revise-a periodicamente

  • Planeje seu trabalho.
  • Execute seu plano.
  • Maximize o que já tem.

4. Escute seus elfos

  • Escute o feedback de seus colaboradores e incentive o diálogo em sua organização.
  • Preste atenção em como seus colaboradores o percebem.
  • Aprenda a se colocar no lugar deles, tenha empatia.

5. Vá mais longe que o trenó vermelho

  • Ajude a todos a aceitarem a realidade das mudanças (organizacionais, mercado, tecnologia,etc).
  • Recorde-se: o cliente é extremamente importante para o negócio.
  • Ensine “o negócio” do negócio para os colaboradores (foco total na qualidade do produto/serviço e na experiência do usuário).

6. Compartilhe o leite e os biscoitos

  • Ajude seus colaboradores a perceberem a diferença que eles fazem na organização.
  • Seja correto com aqueles que fazem bem os trabalhos, cumprem as tarefas.
  • Dê a eles feedback contínuo e reconhecimento.

7. Identifique quem é travesso e quem é bonzinho

  • Confronte os problemas de desempenho, lide com eles cedo e com calma – antes que fiquem grandes e contaminem a equipe.
  • Seja um mediador nos conflitos entre os membros da equipe.
  • Saiba reconhecer e motivar as estrelas da equipe, ofereça treinamento e outras oportunidades de crescimento de carreira.

8. Seja bom, pelo seu bem

  • Mais do que palavras, sermões, dê o exemplo.
  • Estabeleça metas claras, diretrizes e fomente a responsabilidade autêntica.
  • Lembre-se, tudo conta (feedback contínuo, incentivar autonomia, gerir conflitos rapidamente, premiar o bom desempenho).

Esses são os insights rápidos que o livro nos apresenta sobre o modo de liderar do bom velhinho, para se aprofundar mais em cada um dos tópicos recomendamos a leitura da obra que você encontra até mesmo em livrarias online.

Nunca se esqueça de que fazer grandes coisas durante todo o ano não tem nada a ver com mágica. Mas sim, com liderança!