5 lições de gestão e liderança que alguns desenhos da Pixar tem a ensinar aos gestores de suporte/TI.

Muitos desenhos animados são transgeracionais e oferecem mensagens poderosas para pessoas de todas as idades.

Vistos por uma perspectiva adulta, podemos encontrar uma quantidade de lições para vários campos da vida, inclusive sobre gestão e liderança para aplicarmos em nosso dia a dia.

É claro que provavelmente quando você senta para assistir um bom filme não fica pensando em que tipo de lição irá tirar da película, não é mesmo?

Afinal como dizem em Hollywood é apenas entretenimento (thats entertainment), mas não se engane: as até então ingênuas tramas para entreter crianças e adolescentes, são historias que refletem sobre diversos aspectos de nossas vidas e que trazem sim muito aprendizado.

E para provar o que estamos falando queremos compartilhar com você algumas ideias que podemos retirar de alguns dos desenhos mais famosos dos estúdios PIXAR nos últimos anos, sobre liderança. Acompanhe:

Sheriff Woody (Toy Story): Transforme-se em um verdadeiro líder.

Não há quem não conheça este simpático personagem da saga Toy Story que indubitavelmente tem muito a ensinar, não somente a gestores, supervisores de TI, mas a toda pessoa que queira converter-se e manter-se como um verdadeiro líder.

O vaqueiro de brinquedo é um elemento fundamental para o desenvolvimento da história graças ao seu caráter firme e independente somado com suas capacidades diretivas.

Woody bem poderia ser descrito como um líder transformacional, já que é alguém que induz sentimentos positivos em seus seguidores, além de motivá-los ao compromisso e à lealdade.

Muito se tem questionado sobre a natureza da liderança, se ela é nata ou se pode ser adquirida…

Seja como for, sem sombra de dúvidas, nos dias atuais existem muitas maneiras de melhorar nossas habilidades ou até mesmo de conquistar algum grau de liderança (caso não possua aptidão para tanto), melhorar nossas habilidades e ser uma inspiração para quem colabora conosco em nossas organizações.

Mandar qualquer um manda, dar ordens se torna fácil quando se tem um crachá lhe dando poder para tanto, mas você já se perguntou se suas ações inspiram seus colaboradores ou colegas de trabalho a serem melhores, a aprender mais, fazer mais?

Porque se a resposta for sim, você é efetivamente um(a) líder.

Nemo (Procurando Nemo): Sempre temos algo novo a aprender.

Este pequeno peixe palhaço que se rebela contra a superproteção de seu pai e aproveita uma pequena distração dele para escapar e empreender uma viagem cheia de aventuras, nos dá um bom exemplo de que sempre temos muito a aprender seja qual for nossa área de atuação ou ramo.

Não é porque você é o gestor ou possui um cargo de chefia dentro de uma empresa que deve achar que sabe tudo sobre o seu ramo, pelo contrário, devemos ter presente em nossas organizações a necessidade de aprendizado contínuo.

E isso vale tanto para a equipe, quanto vale para si mesmo(a).

Pois, mercados e tecnologias mudam de maneira constante, não se esqueça que capacitação é investimento na própria competitividade de sua empresa.

E principalmente, que aí fora no mercado há muitos “tubarões” e “crianças loucas”, esperando para tirar vantagem das debilidades do outro para ganhar a dianteira.

Wall-E: Seu negócio precisa de dados em tempo real.

Este robozinho encantador foi projetado para limpar a sujeira sobre a Terra, em um cenário futurista, onde os humanos devastaram e abandonaram o planeta, nos recorda da importância dos dados e da informação digital em tempo real.

Em uma das cenas (relaxa, sem spoiler), Wall-E passa dias cuidando de EVA, uma robozinha a qual acaba se enamorando e que foi enviada a Terra para procurar evidências de que o planeta pode ser novamente habitado pela humanidade.

E é o perfeito exemplo de que não adianta nada dispor de tecnologia de ponta se não soubermos utilizar os dados gerados à favor de nosso negócio.

EVA encontra uma planta com vida (o indício de que ainda há esperança) e aguarda por vários em estado desativado a chegada de sua nave para transmitir os dados.

De uma perspectiva de negócios, é inegável a importância de contar com informação e dados e utilizá-los para melhorar a tomada de decisões, as estratégias comerciais, o atendimento ao cliente e até mesmo o marketing da empresa.

Hoje é vital para qualquer empresa contar com estratégias fundadas em dados, métricas, indicadores, que permitam conhecer a informação em tempo real; e é por isso que tecnologias como o Cloud Computing, Mobile e Big Data estão crescendo rapidamente.

Monstros: Faça da diversidade uma diferenciação.

Para qualquer um o termo “monstro” traz à lembrança algo desagradável, que quanto mais distante estiver, melhor, certo?

E ninguém melhor que os personagens da divertida animação “Monstros” para nos falar sobre a diversidade e a pluralidade que devemos aprender a administrar em nossas equipes.

Funcionários de uma empresa não se comportam como soldados de um exército (e nem devem), ou seja, não praticam suas ações ao simples comando de uma ordem geral.

Um bom gestor deve se ocupar em desvendar o ser humano que está por trás do profissional, acredite, certas nuances de personalidade dentro de uma equipe podem fazer a diferença entre o sucesso e o naufrágio de um determinado projeto ou setor.

O objetivo fundamental de um líder deve ser otimizar os talentos individuais de modo a contribuir para o sucesso coletivo.

Direcionar talentos, porém, não é tarefa simples.

Muitas vezes os gestores perdem-se dentro de um emaranhado de matrizes de comando, jogos de poder e falsas autonomias e não se preocupam com o principal – as pessoas.

De acordo com o consultor, palestrante e escritor Ram Charan se ao término de um dia de trabalho suas principais decisões não foram às ligadas diretamente a pessoas é um sinal para você parar e refletir um pouco, “será que estou investindo a energia necessária nas pessoas que lidero?”.

Sem sombra de dúvidas os personagens desse adorável desenho animado nos mostram que a pluralidade em nossas organizações é algo positivo e que impulsiona o surgimento de novas ideias.

Princesa Merida (Valente): Seja corajoso(a) para admitir seus erros.

Com certeza você deve estar se perguntando o que uma princesa rebelde e mimada que não quer se casar e quer apenas correr livremente pelo bosque tem a ensinar sobre o liderança, não é mesmo?

Quem já assistiu esse desenho deve estar pensando talvez em alguma metáfora com a incrível habilidade de Merida com o arco e flecha; no entanto, a lição que temos a aprender com este desenho passa longe de sua maestria com o arco.

Se em um primeiro momento da história, nossa heroína age de maneira egoísta; na segunda parte ela consegue sua redenção e tira o melhor de si mesma, para remediar os danos que acabou causando ao longo da trama.

Merida é gente como a gente, é humana e comete erros, mas o mais grave não são os erros em si, mas o ato de cometê-los sem aprender com eles, reconhecê-los e atuar para remediá-los.

Estar à frente de uma empresa, setor ou departamento, nem sempre é fácil, especialmente no atual cenário econômico, e cada dia temos que tomar decisões importantes que impactam ao negócio e os membros de nossas equipes.

Admitir que muitas vezes erramos não é fácil, mas como Merida, devemos aprender com nossos erros e reparar qualquer dano causado, sobre tudo quando deixamos de ser um Chief Executive Officer (CEO) para nos convertermos em um Chief Ego Officer.

Há muito tempo atrás o escritor Antoine de Saint-Exupéry (aquele do Pequeno Príncipe) disse uma vez: “Todas as pessoas maiores já foram um dia crianças, embora poucas delas recordem”.

Mesmo que você não seja um(a) grande apreciador(a) de desenhos animados e se veja obrigado(a) a assistir com seus filhos, deixe o seu lado criança em sintonia com seu lado adulto, divirta-se e descubra as preciosas lições que podem surgir desses coloridos personagens para a sua vida.

Tente!