MBWA: um estilo de gestão participativa que vale a pena conhecer.

Disseminar o conhecimento na organização e incentivar compreensão das melhores práticas e compartilhá-las com os colaboradores requer uma gestão transparente e participativa.

Se a direção de uma organização, se considerando uma companhia inteira ou apenas um departamento dentro dela, está muito longe da realidade dos problemas operacionais ocorrem então vamos ver como:

  • Falta de visão sobre os detalhes de todos os dias
  • Estratégias e metas inatingíveis
  • Alinhamento deficiente entre a administração e os funcionários
  • Pobre disseminação do conhecimento
  • Procedimentos de trabalho irrealista ou mal interpretados

A grande questão é sobre colocar a mão na massa com os operários.

Não basta enviar os soldados para a guerra deve-se também dar o exemplo e partir para as trincheiras, ou no modelo Toyota TPS o gestor também vai para a linha de produção para conhecer a realidade do negócio.

É como ter generais que passam boa parte do tempo com as tropas nas trincheiras e não apenas olhando para mapas em um centro de distância do comando de batalha.

Essa abordagem também se reflete no conceito de MBWA que os gerentes de empresas bem-sucedidas, como William Hewlett e David Packard praticavam.

MBWA, “managing by walking around” ou “dirigir dando um passeio”, basicamente os gestores devem “passear” pelas áreas de produção da sua empresa para conhecer a realidade do seu negócio.

Você pode estar se perguntando o que isso tem a ver com o TI, que normalmente é o assunto discutido neste blog. Deixe-nos dar-lhe alguns exemplos:

  • Você está pensando em Gerenciamento da Capacidade? Veja o volume de trabalho de seus técnicos in loco, visitando-os em seus postos de trabalho.
  • Você está pensando em Gerenciamento de Nível de Serviço? Observe sua primeira linha de ação, para avaliar qualquer mudança que precise ser feita.
  • Você acha que seus técnicos não trabalham de acordo com os procedimentos definidos? Passeie por vários postos de trabalho e pergunte-lhes se os procedimentos lhe parecem adequados.
  • Você acha que seus técnicos não seguem as melhores práticas? Recorra a oficinas práticas, para contrastar sua opinião com a realidade, reforce comportamentos adequados com o reconhecimento público e ofereça explicações e dicas (não punição ou repreensão) para os técnicos que tenham questões a melhorar.

Em suma, faça que os comandos diretivos sejam acessíveis a todos os colaboradores, que compartilhem opiniões e experiências com eles e que conheçam a realidade do negócio.

Isso também trará um efeito de coesão, que irá fortalecer a cultura organizacional e reforçará o conceito de equipe e agirá como um facilitador das alterações necessárias para a melhoria contínua.

Por fim, lembre-se que se aprende mais e melhor imitando os outros. Portanto, esqueça o “faça o que eu digo” e se esforce para o “faça o que eu faço”.

Permita que seus funcionários possam usá-lo(a) como um exemplo a ser seguido e imitado e não como alguém que só dá instruções.

Claro que, para isso eles devem ver você e não apenas saberem de sua existência por memorandos internos ou processos de trabalho com a sua assinatura.