Precisamos falar sobre ROI (Retorno Sobre Investimento) em TI!

O Return On Investment, ou ROI (Retorno Sobre Investimento), é uma das métricas mais importantes para todo e qualquer negócio, porque representa a relação entre o retorno e o capital investido em um projeto.

E o cálculo do ROI serve para os mais diversos propósitos; desde ajudar na decisão de investimentos em novos negócios e projetos, por exemplo, uma vez que indica o potencial de retorno sobre o aporte realizado, até investimentos em marketing, além de identificar o prazo do retorno financeiro dessas iniciativas.

Mas obviamente há um porém, pelo menos no que diz respeito ao setor de TI, pois, apesar de sua fórmula não ser das mais complexas, determinar o ROI especialmente na área de TI não é algo tão simples.

É necessário ter uma boa compreensão sobre quais métricas utilizar, pois nem todas são amplamente aceitas para serem aplicadas e talvez por isso a definição de ROI não seja muitas vezes vista como a mais realista para os projetos de TI.

A questão é uma só: os gestores com poder de decisão sobre investimentos em TI precisam saber o que a empresa ganha como retorno do capital investido em um determinado projeto ou até mesmo aquisição de maquinários, etc.

As decisões precisam estar baseadas em dados objetivos, números e benefícios tangíveis e medidas quantificáveis e métricas como essa é que vão esclarecer se a iniciativa está realmente gerando benefícios para a organização.

Por isso, o ROI (Retorno Sobre Investimento) tem o importante papel de provar às partes interessadas, sejam diretores técnicos ou gestores executivos, que fazer um determinado investimento em um projeto de TI pode trazer benefícios para o negócio ou não.

Como se calcula?

Você só precisa pegar o ganho obtido (lucro líquido), subtrair pelo investimento e dividir o resultado, também, pelo investimento inicial. Acompanhe o exemplo para ficar mais claro:

ROI = (ganho obtido – valor do investimento inicial) / valor do investimento inicial

O valor resultante dessa fórmula simples, significa o ganho (ou não) do investimento feito, por exemplo, se o resultado da conta for 4, isso implica dizer que o seu foi quatro vezes maior que o seu investimento nesse evento.

Algumas pessoas preferem ver esse resultado em percentual porque o ROI não possui unidade de medida.

Para tanto é só multiplicar o valor obtido na conta final do ROI por 100. Pode ser descrito através da seguinte fórmula:

ROI% = (Return – Custo de investimento / Custo do investimento) x 100

O tempo total para o cálculo de ROI em TI pode variar de 3 a 5 anos, considerando que se trata de uma área em constante evolução e que a tecnologia costuma estar obsoleta após um determinado período.

Quando são projetos de hardware, a média é de 3 anos, já para sistemas de software, 5 anos ou mais.

Ok, mas afinal, quais são os benefícios do ROI?

Tudo o que os gestores precisam saber é qual impacto o investimento em TI trouxe para o negócio, determinar números de redução de custos ou aumento de receita são alguns dos exemplos de benefícios financeiros.

É uma informação que precisa estar clara, por isso a quantificação dos benefícios financeiros é o que se considera primeiro.

Ocorre que existem benefícios indiretos, que apesar de não serem necessariamente tangíveis e não estarem expressos financeiramente devem também ser considerados para que se possa potencializar o ROI de um investimento em TI.

É o caso da melhoria da satisfação do cliente e a conquista de agilidade nos processos, bem como, demais efeitos visíveis sobre as operações e sobre o desempenho da missão da organização.

Alguns exemplos de benefícios tangíveis

  • Diminuição do número de viagens e deslocamentos de colaboradores;
  • Tempo ganho com aumento da produtividade e produção;
  • Ganho de tempo com a diminuição da duração do atendimento ao cliente
  • Diminuição do número de chamadas na central de atendimento ao cliente;
  • Diminuição do tempo de indisponibilidade dos serviços;
  • Tempo ganho com a melhoria do suporte em consequência da troca de fornecedor de suporte, trazendo respostas mais rápidas, soluções mais rápidas e aumentando a confiabilidade do sistema.
  • Aumento do volume de vendas;
  • Maior abrangência das campanhas de Marketing;
  • Planeja as metas comerciais com base em resultados mais atingíveis;
  • Identifica o prazo de retorno dos investimentos (cada canal tem uma curva de resposta específica);
  • Pode acompanhar o comprometimento dos executivos com metas de longo prazo, e não somente o resultado imediato;
  • Viabiliza um processo mais objetivo de aprendizagem, baseado em números;

Mas nem só de benefícios tangíveis é feito o ROI, mas também há benefícios indiretos, ou melhor, conhecidos como “intangíveis” e que não entram na conta do ROI pela dificuldade em quantificá-los financeiramente. Alguns exemplos são:

  • Aumento da satisfação do cliente;
  • Potencial para oferecer um melhor suporte ao cliente;
  • Aumento da praticidade no uso do sistema, o que dinamiza os processos e gera aumento nas vendas;
  • Obtenção de informações em menos tempo e de forma mais precisa;
  • Melhora no processo de tomada de decisões;
  • Mais controle sobre a entrada de dados;
  • Melhoria da comunicação com o serviço de suporte ao software.

Outras métricas financeiras usadas no cálculo do ROI.

Quando traçam um planejamento estratégico e decidem investir em estruturas de TI, grande parte das organizações utiliza métricas financeiras que, de uma forma ou de outra, se referem ao Return On Investment (ROI), o que pode ser denominado de Financial ROI.

Essas métricas são, entre outras, Payback Period, Net Present Value (NPV) e Internal Rate of Return (IRR) e já explicaremos um pouco de cada uma delas.

O Payback Period possui relação com o tempo que se leva até que sejam pagos os custos do projeto de TI, por exemplo, se um projeto custou R$ 100 mil e trouxe um retorno de R$ 5 mil por mês o Payback Period é de 20 meses.

Enquanto o NVP conta como os benefícios virão no futuro, no entanto atualizados em valores financeiros atuais, ou em outras palavras, imagine o seguinte: todo investimento que você fez, descontado os juros ou a taxa de retorno ao longo dos anos, quanto este projeto vale hoje? Se este valor for positivo, quer dizer que se está no caminho certo.

Ao comparar dois projeto, deve-se levar em consideração o projeto com maior NVP.

O IRR é uma taxa de retorno que se refere aos benefícios reapresentados em forma de taxa de juros, corresponde a uma taxa média obtida por determinado período (mensal, anual) sobre o capital investido no projeto.

Usa-se o IRR para comparar o investimento no projeto a outras taxas de mercado, se um projeto tiver um IRR anual de 12% e você tiver uma aplicação que renda 18% de juros ao ano, vale mais a pena deixar o dinheiro na aplicação do que investir no projeto, caso se esteja avaliando apenas este fator.

Non Financial ROI seria, portanto, um termo para se referir àqueles benefícios que não podem ser quantificados financeiramente, que não são palpáveis, conhecidos como “intangíveis”, quando relativos a um projeto de TI.

Como podemos ver são métricas que podem ser facilmente calculadas e que são muito úteis na tarefa de medir o impacto do projeto no desempenho da empresa.

Pra finalizar!

É preciso ficar atento(a), na hora de calcular o ROI, pois, se a ideia do cálculo do retorno sobre o investimento é convencer os gestores de que estão optando por um bom projeto, é essencial a análise estar concentrada nas economias e benefícios quantificáveis que o projeto de TI pode trazer.

Porque muitas vezes, inicialmente um projeto que parecia bom, no transcorrer do tempo, pode ir apresentando novos aspectos e tornando o orçamento oneroso, resultando em despesas indiretas não planejadas.

E ROI é basicamente um valor, pode-se afirmar que quanto maior o valor do benefício em detrimento do custo, maior o valor do projeto de TI.

Os responsáveis pela tomada de decisões em TI aprovam projetos, com base no valor percebido do investimento e aí reside a importância de que esse cálculo seja efetuado de modo cuidadoso.

É certo que o cálculo considera benefícios que possam ser expressos financeiramente, mas os benefícios indiretos devem pesar na decisão e atribuir potencial ao ROI.

Que tal começar a utilizar essa métrica em serviços de TI?