O que o bom velhinho tem a ensinar sobre liderança no suporte/TI?

Como não poderia deixar de ser, mais uma vez inspirados pelo espírito natalino, cá estamos nós para descobrirmos o que o “Bom Velhinho” tem a ensinar sobre liderança e gestão de pessoas no suporte/TI.

Que lições de liderança o bom e velho Noel tem para nos brindar para que façamos o ano de 2018 um ano fantástico?

Acompanhe com a gente! Ho, ho, ho!

Esse simpático velhinho é com certeza o símbolo comercial máximo do Natal (veja bem, dissemos comercial, o verdadeiro dono do Natal sabemos bem quem é!).

Reza a lenda que mesmo morando lá no distante Polo Norte, ele cumpre todos pedidos que lhe são incumbidos em tempo recorde (qualquer semelhança com vida de suporte, não é mera coincidência).

Imaginário ou não (já que ele é baseado em Nicolau de Mira, um Bispo que teria vivido no séc. III), a verdade é que o bom velhinho tem muito a ensinar a todos aqueles que querem ser líderes e neste caso especial aos gestores de TI.

Afinal, Papai Noel coordena uma imensa fábrica localizada lá nos confins do mundo, coordena centenas ou até mesmo milhares de elfos que o ajudam a produzir os milhões de brinquedos para as crianças do mundo e ainda cuida de várias renas que o ajudam a transportar as “encomendas” pelo mundo afora!

Fictício ou não ele representa o amor, o carinho, a generosidade, compaixão, a prestatividade e a alegria (não se esqueça que ele é um bonachão).

Ano após ano cumpre com sua carga de trabalho, sua reputação segue sendo excelente e o valor de sua marca pessoal permanece intacto.

Já que o ano está chegando ao fim, esta é uma boa oportunidade para refletir sobre suas próprias capacidades diretivas:  qual foi sua maior conquista em conjunto com sua equipe em 2017?

Conseguiram cumprir as metas? Qual seu maior fracasso? O que gostaria de melhorar no próximo ano?

Sem mais delongas, confira algumas lições de Papai Noel que podem ajudá-lo(a) a cumprir seus objetivos para o novo ano:

Seja um agente da mudança.

Para garantir o futuro de sua empresa, seja um agente da mudança na organização, no seu setor.

Mantenha uma atitude positiva e espere com interesse as oportunidades e vantagens que toda e qualquer mudança aportará à sua corporação, à sua equipe e até mesmo ao seu bem-estar pessoal.

Conscientize-se de uma grande verdade da vida: a única constante é a mudança e essa realidade é ainda mais inescapável no setor de tecnologia!

Se olharmos para trás veremos que Papai Noel vem tendo êxito desde o ano de 1822 quando Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque, que lançou o poema Uma visita de São Nicolau, em 1822, escrito para seus seis filhos, ajudou a dar força à lenda.

Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas e também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, tais como entrar pela chaminé.

Essa imagem se tornou popular nos EUA e Canadá no século XX devido à influência da Coca-Cola, que na época lançou um comercial do bom velhinho com as vestes vermelhas e daí para o mundo, adaptando-se ao tempo, às culturas, costumes.

Se o mito não tivesse sido capaz de moldar-se aos novos tempos com certeza esse divertido personagem não faria parte do imaginário popular de modo tão pungente.

Planeje estratégias e centre-se em objetivos mais gerais.

Sua carga de trabalho é elevada, especialmente nesta época do ano, e está ocupado realizando reuniões, coordenando a produtividade de seus elfos, resolvendo os problemas, falando com seus clientes (já enviou sua cartinha ou foi a algum shopping sentar no colinho dele?), etc.

Vivemos no mundo da velocidade, os negócios não param, a tecnologia não para, tudo muda com grande velocidade e é necessário ser proativo.

Se você acha que o Papai Noel fica sem fazer nada o ano inteiro e só mostra as caras em dezembro, está muito enganado.

Ele planeja e prepara as tarefas antecipadamente para que, no dia do deadline, não passe por imprevistos e dê tudo certo. Já definiu suas metas para o ano novo? Já avaliou seus gargalos?

Planeje, reavalie o que passou, tire um dia para fazer um planejamento pessoal, com suas metas e objetivos ao longo do próximo ano.

Planeje com sua equipe, ajude-os a fixarem metas realistas e alcançáveis.

Que tal aproveitar o início do novo ano para ajudar sua equipe a fixar objetivos ambiciosos, porém, realistas, que sejam importantes pra eles pessoalmente e que contribuam para alcançar a missão da empresa?

Assegure-se de garantir para seus colaboradores um ambiente de trabalho desafiador e gratificante.

Se você não está muito certo do que isso significa pergunte a eles, que ficarão felizes em contribuir, com toda certeza.

Basta um simples “como podemos tornar seu trabalho melhor?”, para a mágica da cooperação e melhoramento acontecer.

Ano após ano, o velho Noel, suas renas e seus Elfos tem um objetivo claro: ouvir os pedidos, fabricar e distribuir todos os maravilhosos presentes que alegram meninos e meninas em todo mundo no dia de Natal.

Simples assim!

Emita opiniões construtivas e recompense.

Se neste ano que passou você não foi o tipo de líder emocionalmente próximo de sua equipe, esforce-se ao máximo para fazer diferente neste novo ano.

Por que? Porque as pessoas desanimam quando sentem que seu trabalho não é valorizado ou é ignorado (o que explica em parte o grande índice de rotatividade de empregados em muitas empresas).

Após o cansativo 25 de dezembro, o “Bom Velhinho” se junta com toda a sua equipe para agradecer e reconhecer o trabalho duro de cada um. O bom líder é aquele que dá opiniões construtivas e positivas a quem merece e nunca se esquece do trabalho de alguém.

Após a reunião do feedback, o Papai Noel dá as merecidas férias a toda a sua equipe, afinal, eles trabalharam e muito para abastecer todas as crianças com seus desejos.

Não só férias, mas também recompensa com alguma coisa que seus ajudantes gostariam de ganhar. Dentro das possibilidades e da política da empresa faça o mesmo, recompense, bonifique o esforço.

Não microgestione, por favor.

Saiba dar autonomia à sua equipe, Noel sabe que ninguém vai pra frente centralizando tudo, por isso delegue o que for necessário.

Imagine como seria se o Papai Noel não confiasse em seus elfos mágicos?

A estas alturas já teria tido diversas crises nervosas, ao invés de um senhor bonachão, sorridente, teríamos como símbolo pop do Natal, um senhor amargurado, estressado, descompensado… Que triste seria não?

Empodere seus colaboradores, delegue e não se angustie.

Preste atenção ao seu estilo de comunicação.

Ninguém gosta que lhe faltem com o respeito, por isso, faça uma autoanálise do modo como tem lidado com as pessoas de sua equipe.

Evite mesmo sob stress (principalmente) ser mal educado, arisco, sarcástico, grosseiro, sentencioso, enfim, todo tipo de atitude negativa que não quer para si, não faça para os outros.

Nossa linguagem não verbal também revela o que sentimos e pensamos de um modo mais fiável que nossas palavras e possui também um grande efeito nas pessoas, por isso, tome cuidado para não passar uma imagem de hostilidade.

Cara fechada, gestos irritadiços, muxoxos, entre outras atitudes negativas de desagrado ou desconcerto evidentes são insultos não verbais que podem prejudicar as relações profissionais e até pessoais.

Não estamos lhe dizendo de modo algum para ser o que não é ou para agir como alguém que tem a síndrome de Pollyana (sempre jogando o “jogo do contente”), mas sim de ser o mais profissional possível, especialmente em virtude de seus status hierárquico que exige uma postura a altura.

Você tem de ser exemplo para os seus subordinados, queira ou não.

E veja bem, quando você pensa em Papai Noel, que imagem lhe vem à cabeça? A de um ancião barbudo, alegre e de aspecto amistoso, não é mesmo?

Desenvolva sua equipe e reconheça a diversidade.

De acordo com as milhares de histórias que rodam por aí Noel encontrou um modo de desenvolver a desajeitada rena Rudolf, aquela do nariz vermelho brilhante, oferecendo-lhe a oportunidade de guiar o trenó pela bruma da noite.

Todos os membros de sua equipe tem pontos fortes, diferentes interesses, estilos de vida distintos, etc.

E o que isso quer dizer? Bem, significa que mesmo dentro de um ambiente corporativo que exige alguns padrões de comportamento, postura, você deve não apenas respeitar a individualidade de seus técnicos, bem como, incentivar o respeito ao diferente.

Compreendendo justamente isso, que cada pessoa é diferente e responde a motivações distintas por que não começar a elaborar planos individuais e personalizados de desenvolvimento para cada um e que coincidam com os objetivos da empresa?

Há estudos que demonstram que o dinheiro para muitos é menos importante quando o ambiente de trabalho é divertido, estimulante, desafiador e oferece reais oportunidades de crescimento.

Mire no exemplo de Papai Noel na hora de lidar com a gestão de pessoas de seu suporte/TI: ele consegue chegar ao coração e a alma das pessoas porque se preocupa com o bem-estar delas e responde aos seus desejos pessoais na forma de presentes.

De novo: seja exemplar!

Não se esqueça que você é um modelo a ser seguido, por isso, siga o exemplo de Papai Noel, que não mente, não engana, não destrata sua equipe ou sua clientela.

Ele irradia respeito e sua presença faz com que as pessoas se sintam seguras e se comportem de forma ética.

Mesmo tratando-se de um personagem fictício, não deixa de ser um arquétipo (modelo ou padrão passível de ser reproduzido em simulacros ou objetos semelhantes) que nos aponta um caminho virtuoso, por isso, não tenha medo de adotar sua filosofia.

Temos certeza que você e sua equipe terão muito sucesso! Feliz Natal!